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Meios de Subsistência Rurais e a Segurança Alimentar

Em 2024, a ADPP Moçambique reforçou os meios de subsistência rurais, a segurança alimentar e a resiliência climática nas Províncias de Cabo Delgado, Zambézia e Tete, alcançando mais de 9.800 pequenos agricultores e pescadores através de abordagens orientadas pela comunidade. Através dos Clubes de Produtores, Clubes de Agricultores e Clubes de Pescadores, famílias deslocadas por conflitos e choques climáticos reconstruíram os seus meios de subsistência, com melhorias significativas na segurança alimentar.

Nas comunidades-alvo de Cabo Delgado, a percentagem de agregados familiares com segurança alimentar durante todo o ano aumentou de 29% para 60%, enquanto o rendimento médio ultrapassou o dobro. Nas Províncias da Zambézia e Cabo Delgado, os agricultores adoptaram práticas agrícolas inteligentes face ao clima em mais de 80 campos de demonstração, com acesso a sementes tolerantes à seca, sistemas de irrigação solar e diversificação dos meios de subsistência. Foram distribuídas mais de 20.000 mudas de árvores para promover a sustentabilidade ambiental, e as acções de educação nutricional melhoraram a diversidade alimentar ao nível dos agregados familiares.

A segurança da posse da terra avançou com a emissão de 840 DUATs (Direito de Uso e Aproveitamento da Terra), beneficiando especialmente as mulheres. Os grupos rurais de poupança mobilizaram também recursos financeiros significativos, reforçando a resiliência e a inclusão económica. Na Província de Tete, a ADPP apoiou os pescadores na organização em cooperativas, melhoria do acesso ao mercado e adopção de práticas sustentáveis, ao mesmo tempo que capacitou as mulheres nas áreas de pós-colheita e iniciativas de poupança. Em todas as intervenções, a ADPP manteve o seu compromisso com a igualdade de género, empoderamento da juventude, inclusão da deficiência e resiliência climática, contribuindo para comunidades rurais mais fortes, saudáveis e sustentáveis.

MINHA MACHAMBA AGORA É MAIS PRODUTIVA E SUSTENTÁVEL

“Eu estava preso em um ciclo sem fim, sempre enfrentando problemas com pragas e sem recursos para combatê-las. Consegui superar esse desafio ao participar de uma formação do projeto Agrovida, onde aprendi sobre adubação orgânica com Bokashi, uso de cobertura morta para retenção de umidade, bio-pesticidas naturais e técnicas de plantio com espaçamento adequado. Com essas práticas, agora estou a produzir de forma sustentável e a combater pragas sem gastar dinheiro com produtos químicos.”
Afonso Saide
Membro do clube de produtores do projecto Agrovida, localidade de Mahera, Ancuabe, Cabo Delgado